Dezembro 3, 2007...4:47 am

[7] Novelo vago

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“Poucas revistas norte-americanas podem ser apontadas como agentes de mudança. A maioria, mesmo a onipresente revista LIFE, é apenas repórter ou cronista de seu tempo e lugar. Outras, como Vogue e Bazaar, e até mesmo a Rolling Stone apoiaram, cultivaram e propagaram modismos, estilos e tendências, mas não os criaram. A maioria das revistas são pára-raios e não os próprios raios.”

Steven Heller, Linguagens do design

Foi só um preâmbulo para se falar de

Um clássico do design
Ramparts, um raio que iluminou a esquerda americana nos anos 70, não tinha assunto proibido nem medo de telefonemas. Era revista de macho, referência da contracultura e do design gráfico.

Voltarei a falar dela futuramente, porque ela merece.

Por ora, quero apenas roubar de suas páginas essa bela coletênea de cartazes de protesto na ocasião da visita de Nelson A. Rockfeller à América Latina, em 1970:

Fuera!

Fueda Rocky y sus gorilas
Fuera!

Malvenido Rockefeller!

Quando artistas plásticos davam contornos elegantes à baderna.

* * *

Esta semana, um projeto pretensioso, quase patético:

Elaborar uma crítica à primeira edição da Granta em português.

Acompanhe o delírio (a partir de amanhã?) e aprenda com o erro alheio.

* * *

Temos uma marca nova da Copa aqui.

* * *

IDH 68

Da série: “O salário é a chibata moderna”.

ou ainda

“O homem é o único animal que consegue ser barango”.

* * *

O plano de voltar amanhã encurta este post vago e ex-semanal.

* * *

Distribu�am balões e...

3 Comentários

  • vale a pena conferir isso junto com a invasão da cia no brasil e a perseguiçao a intelectuália nacional…
    os senhores das gerais documenta a perspectiva nacional… essa sua pesquisa pode vir a contextualizar ainda mais o movimento antiamericano no brasil e em minas… e muito desse material ainda existe no icbeu…. confere la

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  • Gostou de Steven Heller, né?

    esse cara é uma aberração. Precisa alguém investigar esse fulano, num pode alguém publicar mais de 200 livros (segundo amazon, ou 100 no umirde site do próprio) sobre design grafico. Só esse ano acho que teve uns 10 lançamentos. O cara já tem cabelos brancos, mas não é enrugado o suficiente para justificar tamanha produção (co-produção e edição, sejamos justos).

    E geralmente os textos são muito bons. Também tenho anotado uns. Inclusive, passei a mão num parágrafo, d’um livro que se pudesse te dava de natal.

    De Merz à Emigre et au-delà : Graphisme et magazines d’avant garde au XXe siècle.

    [de Merz à Emigre e além: design gráfico e revistas de avantgarde do século 20]

    Mas livro capa-dura não virá de um capa-duro. Nesse natal estou ético. Meu lema, seguindo a moda é “penser global, agir local”: Lembrei de todos, mas vou gastar minhas economia à nível de mim.

    Mas compartilho minha anotação eletrônica desejando um feliz natal de mãos menos vazias:

    « Sans le papier, l’avant-garde n’existerait sans doute pas et, sans l’avant garde, le papier serait moins versatile. Cependant, les médias électroniques – numériques – en particulier sont aujourd’hui en train de destituer en partie le papier de son rôle de vecteur provocateur. Artistes et propagandistes, de pair avec les technologies et les programmeurs, repoussaient inlassablement les limites des nouveaux médias et conçoivent d’ingénieux logiciels pour infiltrer les esprits et avancer les pions. »

    com tradução bônus:

    “Sem o papel, o movimento de vanguarda não existiria sem dúvida nenhuma e, sem a vanguarda, o papel seria menos versátil. No entanto, as mídias eletrônicas – digitais – en particular, estão hoje tentando destituir em parte o papel de seu papel de vetor provocador. Artistas e propagandistas, formando par com tecnologias e programadores, tocam incansavelmente os limites das novas mídias e criam programas engenhosos pra infiltrar nossa mente e fazer andar os peões.”

    Livro capa-dura não sai da biblioteca, e só deu pra anotar esse trecho. Vê se acha por aí pra ler (e ver…).

    N.E.: “Por H Milen, T Maximo & Cia.” Tiagín prestes a avacalhar o semi-bem-sucedido cabeçalho intermitente. Já Steven Heller é fedazunha: me fez largar nota preta no eBay, garimpando clássicos como Ramparts e Evergreen.


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