Um certo Edifício Beatriz, na Prudente, resolveu o problema das bundas indevidas que se assentam em suas dependências exteriores: trilhos pontiagudos.



Nada contra o estilo Mad Max na arquitetura. Casa até muito bem com nosso pós (ou pré?)-apocalipse. Ou com uma certa visão que toma a miséria como condição, homens como oponentes e guerras (nem sempre declaradas) como destino.
Por que será que desistiram dos igualmente charmosos cacos de vidro?
Tal Beatriz assemelha-se (filosoficamente) a outras dezenas de prédios – luxuosos e nem tanto – pela cidade, pelo país. Como este, na Praça Tiradentes:

Sob o pretexto da segurança, surge uma arquitetura contra alguns sem-teto e, na dúvida, todos os transeuntes.
Poderíamos chamá-la de… Pós-Niemeyer?
* * *
Em Brasília, 13 horas
Um amigo me liga quase sem motivo (quase por acidente, na verdade) e diz o que está cozinhando. Me pergunta se conheço tal banda que ele ouviu dia desses. Me pergunta o que tou fazendo com a vida, e quando é que nos veremos novamente. Manda abraços e reinventa a sintaxe: seu “um abraço” é sincero; não se trata de mecânica frase vazia.
*
Enquanto isso, nas trevas medievais…
Um telefonema depois de anos e nenhum “como é que você vai?”
* * *
Falando em amigos…
Estamos a poucas horas do DD, o Dia de Digão, um quase sabático 28 de Janeiro em nosso calendário pagão/consumista.
Por tal motivo mandei a ele, há um ano, a seguinte missiva eletrônica:
De: H. Milen
Para: R. Almeida
Assunto: over and Rovvvrrrr
(…)
PARA o BENSS que eu quero descer.
esse pessoal que nasce em 1980 já tá quase me alcançando.
porra
Daqui a pouco nossa diferença de idade vai ser tão desprezível que nossos biógrafos vão dizer que fomos da “mesma geração”.
- audácia! -
isso está muito longe da verdade, pois eu vi ET no Cine Royal e Batman no Jacques, e vc só viu cinema em salinhas, essas salinhas de viado.
Eu tive os Comandos em Ação da primeira coleção, realistas e críveis, e vc já pegou os bonequinhos “over-armed”, frutos de alucinação belicista.
Eu lia turma da Mônica quando era da Editora Abril, e vc lia — se é que lia — as da Grobo.
Eu joguei 1942, Simpsons e Tartarugas Ninja nos Futurama do Centrão, antes da aula, às 6h50 da manhã, e vc só conheceu Hot Zone, queles antros de almofadinhas que sequer sabiam dar um “haddouken”, muito menos enfiar clipes na máquina para ganhar mais créditos. Aquele cartãozinho magnético burguês matou o espírito fliperamístico.
Minha geração (minha REAL geração) me obrigou a ter um Redley roxo na rabeira da new-wave, ao passo que a sua já começou a vida num Nike Velocity.
Ou seja: exceto por um ou outro prato de comida, nossas nostalgias haverão de ser totalmente diferentes.
caraia
abraço,
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Variações da pergunta “O que o Sena tem que o Arrudas não tem?” incrementarão minha mensagem deste ano.
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Expectativa na Ventosa
Lotto e FIAT são duas marcas que tornam possível, enfim, uma camisa moderna e decente para o Galo. O problema continua sendo… o Galo. Ou melhor, seus dirigentes, caipiras orgulhosos e barangos, incapazes de aprovar algo realmente ousado, inovador.
Periga a Lotto oferecer um conjunto com linhas e cortes modernos, e ouvir de um bardo bigodudo:
“Que coisa de viado! Tá achando que aqui é o Cruzeiro?”
Pois veja o que se oferecia até semana passada à torcida atleticana, por módicos R$ 159,90:

Uma das camisas mais horrendas da história da Série A.
Parece que o “conceito” era assustar os adversários…
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Abafou meu jazzin da Folha
“Santo Bloco” saiu da Rua Paulo Afonso, desceu provavelmente a Marabá e se arrastou pela Teixeira de Freitas, como faz há alguns anos.
A diferença é que neste ano pude vê-lo da varanda.
Pensei que o pau ia quebrar e a cuíca ia gemer, mas as ruas voltaram à calmaria uns 14 minutos depois da passagem do trielétrico.
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“Será que eu sou medieval?
Baby, eu me acho um cara tão atual
Na moda da nova Idade Média
Na mídia da novidade média”
Cazuza, “Medieval II”
9 Comentários
Janeiro 27, 2008 às 11:29 pm
Essa camisa do Galo não é tão feia assim. Só simplória, e parece mais uma camisa do Olímpia do Paraguai que do Galo.
A nova, com um FIAT gigante e horrendo escrito (qual era o problema daquele logo antigo?), será bem pior. Espere e verá.
Janeiro 28, 2008 às 1:48 am
cole uns farrapos de jeans nos fincos de bia.
(ou o novo trapo do galo)
O progresso já trouxe um bulevar ao arrudas; estamos quase lá.
Janeiro 28, 2008 às 11:27 pm
A média de idade na Idade Média era inferior à atual, portanto, orgulhe-se de ter sobrevivido aos 80’s…
A única camisa do Atlético-MG que ficou feia foi a de listras cinzas…
Obs.: Onde foram parar as ilustrações deste post?! O Porco ainda está vivo?
Janeiro 29, 2008 às 2:20 am
A nova, com um FIAT gigante e horrendo escrito (qual era o problema daquele logo antigo?), será bem pior.[2]
Janeiro 29, 2008 às 2:23 am
E olha que MRV já não era bonito, mas só de vir preto e não quebrar a unidade da cor, eu dava graças.
E pra mim, a Fiat carrega o título de pior patrocínio em camisa do Atlético de todos os tempos, além do vice: Palio Fire 1.3 e Novo Marea, respectivamente…
Janeiro 29, 2008 às 3:27 am
Putz, tinha uma camisa da Libertadores de 2000 em que a FIAT colocou o anúncio do Palio Fire 1.3 e logo embaixo ainda tinha o número da camisa do sujeito (exigência da Confederação Sul Americana).
Daí que, no meio da camisa listrada, tinha um clarão, escrito “Palio Fire 1.3″ e logo abaixo um número “20″, por exemplo. Não dava pra saber se o jogador era o número 20 ou o número 1.3.
Janeiro 29, 2008 às 3:29 am
Ô Milen, num comentário totalmente fora de contexto: olha aí a novela que alegrou seus 7 anos na Globo:
http://br.youtube.com/watch?v=ApUVUYkaN6g&NR=1
Janeiro 29, 2008 às 3:31 am
Ó maldição, link errado. O que vale é esse aí:
http://br.youtube.com/watch?v=4L1BHr4xn8Q&NR=1
N.E.: LOST copiou isso aí, como disse o Ronaldo.
Fevereiro 1, 2008 às 5:00 pm
Que branco é esse? Greve ou carnaval?