
As carnavalescas manchetes do EM dessa sexta-feira intrigam a Corte Momesca. Afinal, que revela, que subentende-se, qual a função do “até” nesses títulos?
“Até pobre tem privilégio?”
Informação que, na matéria, força a barra para ilustrar o “descontrole” dos gastos com o cartão do demônio, na manchete virou preconceito puro. Dedo de editor? Unha encravada sociológica? Tunga penetrans (de novo?)?
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Pois se a matéria foi, por um lado, bem-apurada, por outro foi sacanamente editada. Além do indisfarçável tom pejorativo a “motoboy e serventes”, recorre a linchamento moral ao publicar a foto da casa do sujeito que teria movimentado R$ 46,7 mil (noffa!) com o Demo card.
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Informação relevante mesmo (daquelas que derrubam a pauta) foi parar lááá no pé da retranca: “O MEC informou que as universidades têm autonomia para indicar os portadores dos cartões corporativos.”
Ué… Então os saques são legais?
Será que por trás de tanto chilique prenuncia-se um novo filão de escândalos midiáticos, algo talvez entendido como ”farrinha dos pobres no poder”?
Já que a farra dos ricos não choca mais ninguém…

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Simpatia é quase amor
O buscador nosso de cada dia saúda o Carnaval:

Um improviso que dá de 10 em certas marcas ditas ”sérias”.
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Nossa idéia de arte
Intervenção assinada por um certo “Rufino”, na Contorno com Grão Mogol, ilustra – muito apropriadamente – uma parede adotada por mijões (homens e cães).
Senhoras não sacam nem aprovam. Flaubert acharia ótimo.
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Pelé ataca novamente
Na arca de Pelé, nosso muy seletivo catador de papiros, temos agora livros e apostilas “desatualizados” (as editoras inventaram isso, né?).
No detalhe, o “Curso de Física” de Beatriz Alvarenga que, se eu tivesse lido com afinco em 1995, certamente estaria hoje em outras intermitências essenciais.
Eu seria um arquiteto almofadinha, pô! – pois o stablishment perdeu um talento reaça, é o que tenho a dizer.
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Promessa é dívida
Opção 1:

Opção 2:

(e teje implantado o regime de duplo sentido no título das postagens!)
3 Comentários
Fevereiro 4, 2008 às 8:02 am
Se até torneiro mecânico pode ser presidente, não me surpreende que até servente e motoboy tem cartão corporativo!
Belos peitos… Prefiro os primeiros…
Fevereiro 6, 2008 às 9:23 pm
Cartões corporativos, que mal tem isso? Só por que nós pagamos o Visa Infinite do ajudante da lanchonete do Palácio do Planalto?! [:O]
Quem nunca estudou em livros da Beatriz Alvarenga, que atire a primeira pedra!
Vanessa aprovou esse concurso de peitos?! [:O]
Fevereiro 7, 2008 às 2:30 am
Outro dia tentaram fuder um sujeito que tinha gasto 8 contos na Chopperia Pingüim, com o Ourocard Banco do Brasil Corporativo.
Ora, se gastou 8 contos não foi o suficiente para se embebedar – nem na budega da esquina, e muito menos no caríssimo Pingüim. Na certa, pagou o tira-gosto pra forrar o estômago e foi embora. No máximo, uma Nova Schin (se é que tem disso no Pingüim).
E saiu uma linha minúscula no UOL, peguei uma lupa, fui ver e estava escrito: “Governo FHC gastava mais”.
E a Hello Kitty pelo jeito tá cagando, com a mãozinha massageando a barriga turbulenta…