Fevereiro 26, 2008...11:18 pm

[43] Zzzzz’s

Ir aos comentários

He is alive

Excerto de e-mail na tarde de segunda-feira

 ”E o Oscar?

Coens têm amigos demais. E aquele Ethan é um geniozinho mala e desmunhecado. Ele deve escrever os filmes e o Joel come a muiezada e faz o discursim. Queria ter um irmãozinho assim.

Sua Piaf levou. Fuckin Cine-bio, pra variar.

Queria comer aquela roteirista perua Diablo. O foda é que ela poderia se vingar de mim com um roteiro diabólico.

A vida é dura.”

* * *

Trecho recortado ilegalmente da Folha de S. Paulo:

“(…) Duas horas da manhã do dia 25 de fevereiro, três horas e meia de enfado e algumas questões incômodas:

1. Quem é esse tal de Jon Stewart? Algum “BBB” norte-americano travestido de apresentador?

2. Quem escolhe as canções que concorrem na categoria?

Algum deficiente auditivo? Sem hipocrisia, bis: neste ano, a bilionária festinha passou dos limites. Se excetuados os dois prêmios de atriz, que realmente surpreenderam, o evento foi tão protocolar quanto uma colação de grau.

Uma coisa é certa: teria sido mais divertido convidar o Steven Seagal para ser o mestre-de-cerimônias. Chistes à parte, convenhamos: é sensato cobrar exaustivamente dos nossos nativos subir ao palco do teatro Kodak?

Será que um Oscar dará aos meus netos mais credibilidade à profissão exercida pelo avô?

No dia em que tiverem acesso ilimitado a obras como “Limite”, “Vidas Secas”, “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, “São Paulo S/A”, “O Bandido da Luz Vermelha”, “Augusto Matraga” e -por que não- “Alma Corsária”, eles, na certa, irão se dar conta de que o cinema é resultante de uma inquietação, de uma angústia renitente e da necessidade de compreensão do tempo, da história e das limitações de quem o realiza. O resto é verniz, fetiche ou bibelô de prateleira. Como o tal troféu de bundinha grande, que a atriz Tilda Swinton disse ser a cara de seu agente americano.”

Palavras do cineasta CARLOS REICHENBACH, no artigo “Seria mais divertido convidar Steven Seagal”

* * *

Eu não estou afanando, estou repercutindo. É diferente, porra.

* * *

Como repercuto matéria da Superinteressante (a revista), em sua seção “O que aconteceria se…”.

No caso, se Silvio Santos tivesse sido eleito presidente em 1989. Eu sempre admirei o TSE por ter cortado o barato de Abravanel a poucos dias da eleição.

Eu, robô, imaginava a coisa assim:

1. Silvio vence Collor no segundo turno.

2. Anuncia casa própria para todos – seu grande e quixótico projeto de governo.

3. Enquanto isso, o (então) PFL deita e rola no Planalto. Inflação, corrupção, etc.

4. Crises e crises levam Silvio à depressão e, por fim, instabilidade na base de governo.

5. Renúncia por motivos de saúde em meados de 1991. Marcondes Gadelha assume em meio a crise institucional.

6. Gustavo Krause, seu ministro da Economia, segura as pontas até uns idos de 1993.

7. Krause leva a Ricúpero, que põe a moeda nos eixos, com histeria consumista em 1994, fazendo o sucessor de Gadelha.

Etc etc etZzzzzzz

Vai daí que a matéria me ajuda a pôr minha imaginação no lugar.

E a supor que estaríamos como hoje, com a vantagem de que Sílvio não afanaria a poupança, como fez Z(zz?)élia.

Interessante. Super? Sei lá, ninguém vai ler, mesmo.

* * *

Os pringles de Docconi 

Entro na Riccio (já disse que recuso o atual nome da banca) e, para que não digam que negligencio amores antigos, dou uma olhadela no cocho de quadrinhos.

Zzzzzzzzz…

Putaque. Lembro dos anos 80, ali por 87, 89. A vanguarda estava nos quadrinhos. Junto talvez de algumas enganações, como o Batman gerado por computador. Mas havia Frank Miller, Alan Moore, Neil Gaiman, etc etc, e os nacionais Laerte, Angeli, Casseta, no auge da irreverência e da relevância. Sempre algo a conferir. O que as bandas de rock fizeram nos 70, os quadrinhos faziam nos 80: geravam expectativa – e me faziam sonhar um sonho gráfico. Vivi a utopia de uma HQ progressiva e Alan Moore foi meu profeta, meu Roger Waters. Ao passo que Los Tres Amigos eram meus Inconfidentes, meus conjuradores farrapos.

As HQs cumpriam o que o Reichembach disse na Folha (reproduzido aí em cima), sobre o que deve ser o papel do cinema. Talvez também tenham, contudo, se tornado ”verniz, fetiche ou bibelô de prateleira”.

Além de (aguardadíssimas!) adaptações medíocres para o cinema. Mas não está aqui quem erguerá nostálgicas bandeiras…

A única bandeira que eu levanto é a branca. (hihihi)

* * * 

Unlike you, Jezebel. 

Obviamente fico com este trecho da entrevista de David Lloyd (o homem que desenhou V de Vingança) à revista CULT:

Cult – O protesto violento é uma maneira de mudar o mundo?

D.L. – Infelizmente é. Para mudar a maioria das sociedades, em algum momento você tem que se envolver em alguma revolução, e com ela vem a violência. Ninguém vai te dar nada se você não lutar por isso. E temos pouquíssimos exemplos de pacifismo que deram resultado. Gandhi talvez seja o único que se destaca. Sempre haverá terrorismo. Mas é como aquele ditado: “O terrorista de um é o revolucionário de outro”. É como o mundo é.

(finge que é uma entrevista-de-uma-pergunta-só. E caminhe, a refletir)

* * *

[ A seguir: JP, promoter cultural ]  

Caro HMilen,

Tendo em vista a precariedade da produção televisiva brasileira, vale mencionar como destaque e merecedora de aplausos, a minissérie e “Haru e Natsu – As cartas que não chegaram”, uma produção da televisão japonesa NHK, em exibição na Rede Bandeirantes. Favor citar em seu blog que essa minissérie está muito bem produzida, fotografia bem trabalhada e atuações convincentes. “Haru e Natsu – As cartas que não chegaram” vem ilustrar o ano em que se comemora os 100 anos de imigração japonesa no Brasil. Imagens: http://www.band.com.br/fiquedeolho/galeria.asp?ACT=1&ID=1389

Até mesmo a Rede Globo tem que rever seus “queridos amigos” e também os “temidos amigos” (big brother). Não suportamos mais tanta hipocrisia e lixo cultural. A Band está de parabéns, ainda mais por que a minissérie não é dublada, é legendada! Merece aplausos!!!

Até mais,
João Paulo

* * *

Incêndio? Jogue álcool 

Um dia depois dos 30 anos de srta. P:

– Sabe que dia é hoje? [atiço-a]

– O primeiro dia do resto de nossas vidas! [srta. P tergiversa com chavão]

– Não. O primeiro dia de sua quarta década. [hihihi]

– Não é, não. ["mmmm"] + [uma certa contrição]

– Sim. Três décadas ficaram para trás ontem. [huhuhu]

– É mesmo… ["A vida é uma decepção" – S. Ozu]

[Harakiri na barriga dos outros é refresco]

* * *

27 de fevereiro

Um dia simbólico na sub-blogosfera brasileira: o sub-blog de Nini completa amanhã um ano de, digamos… “Winning Eleven”. 

“Que a morte lhe seja leve!” – J. M. M. de Assis

4 Comentários

  • E um ano bem vivido, diga-se de passagem (apesar do cheque especial).

    Talvez seja mais digno divulgar por aí que eu estive doente, ou viajando pelo mundo, vivendo num mosteiro. Ou trabalhando feito um burro de carga (o que também é verdade).

    Mais um ano de Winning Eleven e levo o glorioso Esporte Clube Democrata a conquistar o Mundial Interclubes numa final contra o Milan – 4 a 0, gols de Ely Tadeu, Diego Campos (2) e Jonh (escreve assim mesmo) de cabeça.

  • E acho que essa história da IstoÉ tem um furo:

    Se eu bem me lembro, o $ílvio $antos entrou na disputa assumindo a candidatura-nanica de um tal Corrêa. Em troca por entregar sua promissora candidatura (0,000001% das intenções de voto), o Corrêa ia ser o vice da chapa. É o que me lembro dos meus 9 anos, então por favor dêem um desconto.

    Mas o TSE descobriu um furo no registro do partido (o PMB) e cassou a candidatura, e o resto é história.

  • Bati na trave de descobrir o que era. Afinal, a piada não era tão interna, estava na rede pra todo mundo ver, só faltou ligar os pontos.

    Vai ter aniversário do Somambaia também, ou ele volta à ativa?

  • Pelo menos “Piaf – Um Hino ao Amor” levou um Oscar! :P

    Quero até ver suas previsões para o Prêmio Framboesa, ok? :O

    HQ = HeadQuarter, e só… :D

    E Nikolas, O Espanhol, possui sub-blog? Submundo? Subnutrido? Subalterno? Subumano? etc. :)


Deixe uma resposta