{ Almanaque do Leitãozinho Maniqueísta } // 1ª edição.
O blog lutou contra isso. Mas vai postar mais do mesmo. E a culpa é do leitor, que é “dinâmico” (anos 90, anos 00): seu método superficial de leitura faz com que praticamente implore por piadas repetidas, engraçadas ou não. Estou nisso (leituras superficiais) há 24 anos, alguma lição tirei.
Daí que neste post reunimos (o encalhe, o encalhe!) todas as esquetes do aclamado mascote intermitente.
* * *
10 coisas que todo aspirante a fã — ou detrator — deve saber sobre o bacourinho:
1) Leitão é um raff à espera de um roteirista e um arte-finalista. Um American Splendor sem Pekar e Crumb. Um Asterix sem Goscinny e Uderzo. Um Homem-Aranha sem Ditko e Lee. Enfim, algo muito próximo do nada. Igreja e Ciência, contudo, divergem sobre sua condição embrionária: é ético torná-lo objeto de experiências?
2) O Leitãzinho Maniqueísta se antecipou a possíveis críticas: sua inconsistência ética e estética é o reflexo despudorado do que critica.
3) Daniel Florêncio associou-o à teoria da agulha hipodérmica. Nenhuma agulha contestou. Teorias, idem.
4) Não tendo sido acionado judicialmente em nenhuma cidade do Brasil, Leitãozinho foi considerado um fracasso. (“Maldita sociedade do espetáculo” – Malvados Corp.).
5) A inconsistência de formas e estilos deste Leitão poderiam ser lidas como um meta-comentário. Ou um sub-texto. Umberto Eco ficou de confirmar mas resolveu priorizar outros salaminhos.
6) Salvo exceções fabulosas, nenhum hábito humano real jamais foi modificado a partir dos hábitos de um leitão imaginário.
7) Não enfrentes porcos, sob pena de te tornares um deles. E se contemplas um leitão, a ti o leitão também contempla. Assim falava o Zoroastro — até ser totalmente deturpado por editores sacanas.
8. Leitãozinho chafurda no underground da mídia. Chafurdar no stabilishment é sua meta, sua Meca, embora a fila seja grande e o estrelato, vazio. Disseram que era só falar mal do Governo Federal que teria algum lugar ao Sol sub-saariano, mas não foi bem assim.
9) Leitãozinho Maniqueísta é inspirado num humano real. Um entediado trocador de ônibus de feições suínas, que dedicava suas jornadas a moralizar. De ‘juiz e executor da humanidade’ a rabisco de blog — “that’s a quite drop”. Ou talvez, ironicamente, a homenagem possível.
10) Contabilizamos, contudo, pelo menos um Momento Altruísta nessa trajetória suína – quando Leitãozinho se compadeceu do destino de uma geração:
…donde prosseguiremos. (no próximo post)











5 Comentários
Abril 9, 2008 às 3:45 pm
Ah, aposto que HMilen deixou sucumbir uma pequena lágrima ao redigir esse tópico “relembramento”.
E o Leitãozinho não é, senão, o alter-ego do criador do blog. São traços (e rabiscos) de seu inconsciente. É quase o Clark Kent e o Super-homem…
Devia publicar uma edição zero da revista Seja, tão lida pelo suíno supracitado…
N.E.: Te explicaram mal o sentido de “alter-ego”, meu caro.
Abril 9, 2008 às 6:17 pm
eleições municipais estão aí.
é onda pro porco surfar, pra tubos e cut backs.
N.E.: Mud waves comin’.
Abril 10, 2008 às 4:35 am
se a piada já dita tiver leitaozinho maniqueísta, leio de novo.
e rio.
(enfim, nem toda falta de criatividade aborrece a humanidade)
Abril 10, 2008 às 5:54 pm
não conhecia o leitãozinho.
- prazer.
smack, smack, smack.
adorei esse ar suinamente blasè.
fantástico.
N.E.: Com duas fãs já é possível fundar uma seita.
Abril 13, 2008 às 2:15 pm
tô achando que o leitão é golpe, einh, milen?
fala pra vanessa tomar cuidado com ele…
N.E.: se cuidado há de ter, não é com o leitão.