Agosto 8, 2008...4:43 pm

8/8/8

(Óbvio que um sujeito não iria acordar às 8h só para botar cerejinha no título e postar isso aqui às 8h08.
Mas dentro de alguma tradição, essas linhas vão ao ar com quase 8 horas de atraso, a vislumbrar alguma coerência com os redondos numéricos.

Mas chega de falar de culinária)

* * *

É possível algum outro assunto no dia de hoje, que não essa Pequinagem?

Não.

A cerimônia de abertura dos Jogos foi _________ [preencha com adjetivo qualquer, ninguém contestará].

China ostenta seus diferenciais: gente, obsessão…

Cascaias desfiláticas que talvez saíssem a contento com umas 100 pessoas; os chineses usam 1000 só para sacanear.

E 1000 com o mesmo cabelo, o mesmo tom de pele, o mesmo tudo. É um controle pleno sobre os exemplares da espécie. Bonito? Talvez.

E dá-lhe soldados revelando-se bailarinos e bailarinos revelando-se soldados.

Estamos aquém da imaginação.

*

Sempre que vejo um evento desses, matuto o que seria uma perfeita abertura de Olimpíada no Brasil.

Perfeita no sentido de: adequada, autêntica, vibrante…

Com um décimo da população chinesa e uma tradição de esculhambação, o Brasil não poderia contar com, por exemplo, gente e obsessão – não como os chineses.

Apostasse nisso, seria fake, como são fakes os chineses quando tentam parecer modernos/modernistas (jamais fomos modernos e muito menos modernistas – hihihi).

O diferencial brasileiro é o improviso. Além, óbvio, de muita muié. E não reclame, que isso é bom. Então uma abertura de Olimpíada no Rio tinha que ter um certo grau de improviso e muita, muita muié.

Sem essas baranguice Disney que dão o tom em tais eventos mundo afora.

Seria preciso elevar o tom do desfile. Um pouco mais de erotismo, um pouco mais de terror, um pouco mais de complexidade enfim. Vislumbrei o público descendo das arquiba e fazendo uma zona feliz no Estádio, uma catarse mezzo desregrada, mas dentro do que se entende “ordem”.

Uma bagunça energizante seria o legado que uma Olimpíada carioca daria ao mundo. Um Carnaval olímpico.

Doutro modo seria gastar pira olímpica à toa. Fogo de tolo.

Não tendo tais ambições — diria até linguísticas, melhor deixar isso com os barões de praxe.

Nos pouparia da vergonha de imitá-los.

* * *

Outros cinemas, por aí
ou Como perder amigos e não influenciar ninguém

Não dá para esperar muita coisa de Tomak, o acanhado protagonista de Não Amarás. Ele é órfão, pé-rapado, e ainda por cima é polonês. Mas tem bom gosto mulhérico, além de alguma sorte com janelas: pois uma vizinha dessas, assim descortinada!?… Ficamos com a última cena, na qual a própria lady se vê na janela, dividindo conosco belo entendimento sobre o amor. Qual seja: estar com alguém, mesmo que esse alguém não saiba disso.

Peter O’Toole e Peter Sellers, meio aviadados, tentam dar alguma graça ao sem-gracíssimo O que é que há, gatinha?, primeiro filme escrito por Woody Allen. É uma chanchada sem sacanagem, ou seja… praquê?. E depois dizem que o Brasil não sabe fazer cinema… Chances não faltaram para se fazer algo que prestasse: Ursula Andress ainda dava um bom caldo, de modo que poderia ter rolado ao menos um sutiãzinho. E não vi o final, que a caraia do DVD tava arranhado.

Quando enfim chegamos a um ‘clássico’ por décadas adiado: Akira. Para descobrir que por 20 anos o pronunciei errado (o certo seria, niponicamente, ákira). Japoneses são favelados imersos em tecnologia, vendendo falsa idéia de desenvolvimento. E a julgar por sua ficção, são especialmente subnutridos no trato com suas mulheres. Em Neo-Tokyo não é diferente. E a história, por Buddha, é muito fraca. Na HQ, não sei. Mas o filme implode com diálogos imbecis e esses neo-Godzilas, a tapar todas as crateras da narrativa (inclusive aquela, atômica). E nossos japinhas rebeldes e motoqueiros, sem o charme de um James Dean, já caducaram. Viraram, como diria Gil, o clichê do clichê do clichê (se é que já não o eram em 1988…).

* * *

Que venha o tripúdio!

* * *

Da série
Caixas do Outlook são uma caixinha de surpresas
(repare que o nome-fantasia da série é móvel, para avacalhar o trabalho dos advogados)

1 ]

Para: o quarto elemento
Enviado em: 23 de novembro de 2005, às duas da manhã
Assunto: Re: CAROL #195

Aí, Igor.

Um ano, já?

Parece que foi assim com todos: quando a gente começa a pegar o jeito e fazer festinha, já tá na hora de tocar outros barcos.

Mas vc tá equivocado na metodologia de escolha do novo editor. Não tem essa de fazer alistamento não.

É vc, detentor do saber carolístico, que tem que ter a perspicácia (manha, cacoete, insight)de identificar o novo jedi entre estes jovens seres dos corredores.

Sim, é uma arte. Sem valor de mercado ou crítica especializada. Mas arte.

Te vira.

Ou enfia a espada na pedra e deixa que ela se encarregue de achar o Rei Arthur.

(Mas aí a glória deixa de ser sua)

ps: os antigos falavam da vinda do Editor-Messias. Sim, O Escolhido. Descreveram-nO como um ser coxudo, covudo, cofrudo, peitudo e com cinturinha (suponho que seria editorA), obviamente com pé bonito e não menos bonito esmalte perolado. O Editor-Messias teria todas as respostas. Colocaria os pingos nos is, os tremas nos us e os tiles nos n, mostrando-nos novos caminhos linguísticos e nos conduziria ao nirvana carolístico.

Abraço.


2 ]

Para: Le Figaro 
Enviado em: 5 de dezembro de 2005, por volta das 3
Assunto: Mario Sergio Conti de cu é rola

(…)

Já mandei você tacar hamburger nesses revoltoso fidumaégas, então você obedece.

Ontem: que comam brioches!

Hoje: que comam mcchickens! ou cheddar mcmelts..

(…)


3 ]

Para: koi est koi, koi!
Enviado em: 5 de december de 2005, por volta das 3
Assunto: ui ui ui

ô traste

ô fiduma

ô pisseudo

ô loser

ô A-cademico

ô rebatedor de lagosta véia

ô mastigador de camarão cascudo

hi hi hi

A porra do Galo foi rebaixado e a torcida aplaudiu (todo mundo com meda dela quebrar a cidada). O Cruzeiro classificou pra sul-americana e a torcida vaiou. Deve ser por isso que falam que cruzeirense é tudo tiagím.

Onde vc vai querer ir aqui? tem Eddie, Burger King, pastel, Mala e Cuia, Chico e Redentor. Te pago uns almoço aí. Mas não me faz ir em lugar fudido.

Avisa quando chegar. Ou antes de sair.

Tá.

 

4 ]


Para: Nosso insider favorito
Enviado em: 6 de dezembro de 2005, meio-dia
Assunto: Pô!

Aí. E as tais férias?

Ilusão vã.

E as muieres gostosas?

Miragenz vãs.

Os careca do PSDB tão se estranhando em SP. Hi hi hi.

O Josias de Souza disse que o vice do Serra pode ser um tal de Agripino. É bonirto, é bonirto.

Tutty descobriu que ACM Neto calça 36 e fez estrago. Não sei como ACM-vô não o chamou pra porrada.

Tou afimns de ler o livro do Joaquim Ferreira dos Santos, “Em Busca do Borogodó Perdido”. Existe um boato que Luma o chamou pra “tomar um Nescau”, com o sentido de dar-lhe. Conhece isso?

Diz que sobem 4 na segundona ano que vem. Pô, já vai amolecer os menino.

O Flu é o bunda-mole-mor depois do Náutico.

Descobri o disco “Cinema Transcendental”, de Caê. Na falta de coisa melhor na contemporaneidade.

Uma vez perguntei prum setentista da fafich de onde vinha tanto ódio dele pela contemporaneidade e ele me disse:

– Da Contemporaneidade!

Cervejas!

Não foi na festa da Telemar por que? Sem convite? Lógica estranha de chamamento.

Iremos em qual? Há coxas grossas e mini-saias em todas.

E a concorrência é fraca: só tem véio, viado e casado. Caminho meio livre (quase, pois somos meio-véio, meio-viado e meio-casado)

Abraço

9 Comentários

  • Só vou comentar o 8/8/8 com Beijing 2008:

    Os chineses não são obsessivos, eles são disciplinados. Assim como coreanos e japoneses. Conseguir realizar uma coreografia com mil pessoas em movimentos sincronizados não é para qualquer um.

    Foi muito bom o mix de gente e tecnologia.

    Mas a melhor parte foi ver a participação de Palestina, Timor Leste, Iraque e Coréia do Norte nos desfiles dos representantes dos países. :D

    E não há dúvidas de que a China fez um grande esforço para conquistar muitas medalhas a mais que os EUA. É capaz de levarem medalha em esporte que praticam a pouco tempo…

  • ERRATA:

    “É capaz de levarem medalha em esporte que praticam a pouco tempo…” passa a ser:

    “É capaz de levar medalha (…)”

    n.e.: Isso, JP. Descorrige o verbo certo e não corrige o errado.

  • Esqueci do “praticam”…

    “É capaz de levar medalha em esporte que pratica a pouco tempo…”

    n.e.: O horror. O horror…

  • JP, respira fundo e pergunta comigo: prakêkieufui elogiar olimpíada?

  • movimento meu feed mais que folha online.

  • onde está movimento, leia: movimentando

    (post com recorde de correções. apesar da correção de outro autor poder ser desconsiderada)

    n.e.: o feed é um dedo-duro.

  • A que ponto chegamos! Os comentários atraem mais que o próprio post!!!

    n.e.: comentários geram comentários.

  • pâtz, akíra é legal demais. japonês é foda.
    viu a nova turma da mônica? jovem e mangá. não resisti, comprei. quase chorei com a turminha crescida.

    n.e.: Mauricio = business.

  • Bom é ordenar uma busca por palavra-chave na caixa de entrada e achar e-mails que você não estava procurando até encontrar…


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