
Sarah Palin me carregava no colo quando fiz xixi. Newton Cardoso leu minha redação sobre Nostradamus para a classe. Marronzinho disse que estou desperdiçado nessa cidade. Dilma me desejou Feliz Natal, para mim e minha família. Obama me manda mensagens de duplo sentido pelo celular. Heloísa Helena finge interesse no que eu digo, mas preferiria estar em casa vendo TV. Aécio sempre tenta puxar uma conversa, mas não tem muito repertório. Agripino me diz que posso contar com ele, porque no futuro ele precisará de mim. Getúlio Vargas faz piadas escatológicas quando Michele Bachellet entra na sala. Ângela Amin me levou para um samba precário na periferia da cidade. Léo Burguês queria já ter se aposentado, e a mim dirige apenas monossílabos. Marina Silva abre um sorriso quando me vê. Geraldo Alckmin leva para casa saquinhos de leite e pães murchos que sobram do lanche. Leonardo Quintão se esconde quando lhe quero dar os parabéns. Angela Merckel espera que eu ligue pelo menos uma vez por semana. Cicciolina me chamou para dividir um apê nas imediações do Minhocão. Zé Dirceu me deu uma carona depois da cerveja. Patrícia Saboya gostou do filme japonês e emendamos um chopp num shopping deserto. José Serra não consegue entender o uso do espaço branco na diagramação. Manuela d’Ávila gosta de falar de sexo, embora evite praticá-lo. Erundina estava com saudade, mas tinha que acordar cedo no dia seguinte. Helmut Kohl me fala com entusiasmo de seus projetos. Chico Ferramenta me manda e-mails xingando colegas da faculdade. Negra Cris cria realidades alternativas depois de 16 copos. Mão Santa twittou algo sobre nosso tempo de colégio. Maria Elvira sente algo por mim, mas é muito bem casada. Nos encontros de família, Lula me irrita soltando indiretas contra artistas e intelectuais. Rodrigo Maia só pode sair com a gente quando a namorada viaja. Pelo telefone, ACM Neto me ensinou a instalar o roteador. Goebbels quase estragou minhas férias duas vezes. Bakhtin espera que eu lhe oriente na compra de um laptop. Hélio Costa forrou o chão do ateliê com jornais locais comprados para este fim. Hillary Clinton adorou o piquenique na tarde nublada de um dia útil. DeGaulle me recebeu como um irmão, no aeroporto de Paris. Fernando Henrique Cardoso me abrigou em sua casa durante a neve. Lech Walesa me ligou durante o fechamento do jornal e fiquei de retornar em seguida. Numa grande terça, fechamos o Jobi numa mesa com Jango, Ronaldo Caiado e Carla Bruni. Preto do Sacolão pisou no meu pé no inferninho GLS. Rosinha Garotinho me apresentou uma amiga peituda no bar da moda. Gordon Brown desce quando eu o chamo para um café. Margaret Thatcher acordava sempre cheirosa. Evita acenava da janela quando eu passava.





Bem-vindo ao seu novo formato. Funciona!
credo, sonhar com a Margaret Thacher, mesmo que cheirosa, é pesadelo pra assombrar um ano inteiro de madrugadas
faltou a triha sonora… nino rota? ou brian eno? posso mandar pro povo da folha???????????????
risos
piquenique com a hillary?
nem tão discreto assim.
e pouco generoso com alguns amigos e amigas…
mas feliz do métier who gots it´s own personal chronicler.
“Eu sou a mosca que pousou em sua sopa. Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar…”
HMilen Part 50 – O retorno
Google vai ler esse post e não vai entender nada.
Pior é que vai fingir que sacou e indica-lo pra uns poucos milhares de trouxas em busca desta sua tchurma aí…
Que surrealismo delirante… Me passe a marca do drinque que bebeste, preciso dilatar minhas coronárias literárias. E o melhor de tudo é que li o seu texto enquanto re/ouvia “Revolver” , depois de ler Manuel Bandeira. Nonsense na minha mente. E o eco do verso de Bandeira – “Parada do Lucas – o trem não parou.”
pudorzinho de ficar sozinho com carla bruni fora de lugares públicos??