Há tempos iniciei uma série de desenhos em que retrato de forma caricatural a velharia (de pensamento velho, explicite-se) que infesta a superfície do planeta azul e — dizem — suas profundezas abissais.
Essas caricaturas se espalham por cadernos, agendas e guardanapos. Acho cômodo desenhar esses velhos, porque eles não exigem do desenhista maiores disciplinas com a harmonia, a simetria ou a leveza. É uma proposta em que o erro, o traço excessivo, não estraga o desenho. O traço excessivo, aqui, joga a favor.
Daí que Lívia me mostrou no Twitter um perde-tempo interativo chamado Scribbler, talvez outro entre tantos mil, pero gostei da maneira em que o desenho já se artefinaliza ao mesmo tempo em que é esboçado.
O pulo-do-gato são os traços secundários, radiais, que acompanham o traço principal. Eles dão volume e complexidade ao desenho de forma automática, tarefa que à mão livre tomaria algumas boas horas.
É uma trapaça inofensiva e divertida.

Outros mais, não muitos mais, aqui.







usou o scribbler com uma tablet ou no mouse?
adorei os desenhos
Mouse. Trabalho duro.
Fica meio surreal, não?
Se Picasso tivesse conhecido o Scribbler talvez suas obras estariam mais espalhadas por aí…
Eu já tinha lido a respeito mas somente agora estou sendo apresentado oficialmente ao Scribbler. Muito prazer. Sempre achei curioso o fato do esboço, nessa técnica, já sair como arte-final.
E sua modéstia, hein muleke – Por quê escondeu o seu Auto-Scribbler?
eu tava achando mais legal quando levou o título que está lá em cima ao pé da letra e tinha desabilitado os comentários…
O desejo de carol é uma ordem.