A Velha Guarda vai ao Scribbler

Há tempos iniciei uma série de desenhos em que retrato de forma caricatural a velharia (de pensamento velho, explicite-se) que infesta a superfície do planeta azul e — dizem — suas profundezas abissais.

Essas caricaturas se espalham por cadernos, agendas e guardanapos. Acho cômodo desenhar esses velhos, porque eles não exigem do desenhista maiores disciplinas com a harmonia, a simetria ou a leveza. É uma proposta em que o erro, o traço excessivo, não estraga o desenho. O traço excessivo, aqui, joga a favor.

Daí que Lívia me mostrou no Twitter um perde-tempo interativo chamado Scribbler, talvez outro entre tantos mil, pero gostei da maneira em que o desenho já se artefinaliza ao mesmo tempo em que é esboçado.

O pulo-do-gato são os traços secundários, radiais, que acompanham o traço principal. Eles dão volume e complexidade ao desenho de forma automática, tarefa que à mão livre  tomaria algumas boas horas.

É uma trapaça inofensiva e divertida.

Outros mais, não muitos mais, aqui.

6 Comentários

Arquivado em cronica

6 respostas para A Velha Guarda vai ao Scribbler

  1. Liv

    usou o scribbler com uma tablet ou no mouse?

    adorei os desenhos

  2. João Paulo

    Fica meio surreal, não?

    Se Picasso tivesse conhecido o Scribbler talvez suas obras estariam mais espalhadas por aí… :D

  3. Duílio Gomes

    Eu já tinha lido a respeito mas somente agora estou sendo apresentado oficialmente ao Scribbler. Muito prazer. Sempre achei curioso o fato do esboço, nessa técnica, já sair como arte-final.
    E sua modéstia, hein muleke – Por quê escondeu o seu Auto-Scribbler?

  4. carol.

    eu tava achando mais legal quando levou o título que está lá em cima ao pé da letra e tinha desabilitado os comentários…